Com a recente discussão sobre preservação do meio ambiente x crescimento e desenvolvimento econômico, o tema sustentabilidade vem sendo cada vez mais difundido.
Será que é possível trabalhar para desenvolver a economia, onde o consumo por matéria-prima e energia cresce, sem prejudicar ainda mais o meio ambiente em que vivemos?
Como que os países mais pobres poderiam desenvolver-se nos moldes capitalistas e níveis de consumo atuais, sem que o planeta entre em colapso?
Cientistas, economistas e administradores por todo o mundo estudam formas de equalizar esta situação, mas certas empresas e governos, por iniciativa própria, passaram a desenvolver suas atividades de forma sustentável, pois em breve, a sustentabilidade será uma exigência do mercado.
Um empreendimento sustentável deve atender a 4 requisitos básicos:
1) Ser ecologicamente correto;
2) Ser economicamente viável;
3) Ser socialmente justo;
4) Ser culturalmente aceito.
Atualmente, como a sustentabilidade não é ainda um conceito plenamente difundido, é muito comum o embate entre, por exemplo, ser ecologicamente correto x ser economicamente viável.
Isso acontece, porque muitas vezes, ser ecologicamente correto tem custos maiores para o fabricante de um produto e, nós consumidores finais, preferimos comprar o produto de um concorrente qualquer que é mais barato, mas que não prática a sustentabilidade na sua atividade, sendo assim para o empreendedor o negócio sustentável torna-se economicamente inviável, pois ele vende menos e não consegue manter a sua empresa.
Há várias formas de amenizar esta concorrência “desleal”, como por exemplo, redução de impostos para empresas que trabalham de forma sustentável, o “selo verde” onde consumidores se certificam de que a empresa é ecologicamente correta, selo FSC etc, no entanto ainda temos muito para crescer, tanto na aplicação do conceito de sustentabilidade, como na difusão destes conceitos.