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26 de Agosto de 2008
A “Responsabilidade Social” nas Pequenas Empresas Automotivas
Prof. Samuel Paz

Há tempos os assuntos referentes à  globalização, à reengenharia de processos,  e a modernização,  deixaram de ocupar o primeiro lugar na cabeça de nossos pequenos empresários. Hoje a preocupação maior está na   proteção do meio ambiente, no crescimento sustentável, e na “responsabilidade social”. Isso vem deixando a segundo plano, a melhoria da gestão, a capacitação humana, e outros assuntos importantes ao desenvolvimento empresarial.
Assim, o que temos visto é uma corrida, como se quem chegar primeiro leva o mérito. Quanto a isso não resta a menor dúvida, pois quem começar logo a utilização dos princípios da “responsabilidade social” em sua empresa,  rapidamente obterá ganhos consideráveis e de reflexos altamente positivos.
 

 

Este artigo, tem o objetivo de promover uma profunda reflexão sobre a questão relativa à  “responsabilidade social” nas pequenas empresas. Podemos até arriscar, que o assunto do momento é a “responsabilidade social”. Mas afinal, onde está  realmente a responsabilidade de nossos empresários com este importante assunto em suas empresas?
Será que simplesmente doando cestas básicas, admitindo pessoas com deficiências, ou destinando certa quantia em dinheiro para ajudar algum projeto da comunidade carente, estará cumprindo o seu papel nesta nova realidade?  Nossos empresários,  acostumaram com as ações paternalistas, e muitos ainda pensam que somente as ações acima, representam a prática da “responsabilidade social”, enganam-se tremendamente. As mudanças ocorridas nas relações entre empresas e comunidades, atingiram em cheio a questão do modelo antigo de  “ajuda” na forma de um “paternalismo social”, para a nova situação, agora sim de “responsabilidade social”. Se antes era comum “ajudar” uma comunidade, sem preocupação com resultados, hoje a empresa precisa ter comprometimento com  a “ajuda”, sendo  co-responsável pela aplicação e  utilização  da mesma, e em muitos casos acompanhando e controlando o sucesso do objeto da ação. 

 

Mas o que queremos frisar neste artigo, vai muito além do fato exposto, o objetivo principal, é fazer com que nossos empresários pratiquem a “responsabilidade social” também no interior de suas empresas, pois temos certeza absoluta que os resultados, serão surpreendentes. Vamos começar esclarecendo que em nossa visão, o “social” está muito mais perto de nossos empresários, do que muitos deles imaginam.

 

Se não vejamos.  No âmbito interno de uma empresa, temos várias áreas, cuja prática da “responsabilidade social”, nossos empresários podem dar a devida  atenção.
Assim vamos relacionar alguns setores internos, para os quais nossos empresários não podem  se omitir, sob pena de enfrentar baixa motivação dos funcionários, baixa produtividade e até perda da qualidade de seus produtos e serviços.

 

A primeira área a ser focada, é a área de Recursos Humanos, onde podemos enumerar alguns assuntos como de “responsabilidade social interna”, situados nas interações da  interface “homem x ambiente”, como por exemplo;
Planejamento administrativo e operacional participativo,  Procedimentos eficazes, Setor de Segurança e Medicina, um  Departamento  Pessoal comunicativo e transparente, Departamento de Treinamento e Desenvolvimento atuantes, Estrutura e o lay out  físico adequada  demonstrada em instalações organizadas, banheiros confortáveis, refeitórios, áreas de lazer e de circulação agradáveis, além da manutenção de um ambiente de  respeitoso entre todos. Assim, dentro de nossas empresas, na área de Recursos Humanos, existem um grande leque de atitudes, que  pela ótica da  “responsabilidade social”, podem ser utilizados e cujos resultados serão uma grata surpresa para muitas empresas.

 

Na área de Meio Ambiente, temos também muitos pontos que podem ser trabalhados por nossos empresários, com o foco na “responsabilidade social”, tais como; 
O lixo e suas diversas classificações,  rejeitos sólido, rejeitos líquidos, poeira, fumos, gazes químicos, etc.
Para todos esses tipos de lixo, que de uma maneira ou de outra são produzidos ou liberados por uma empresa,   que para ser “socialmente responsável”, deve cuidar não somente da coleta, armazenamento, tratamento, mas também do encaminhamento para o destino final, garantindo que seu lixo, não contamine ou contribua para a degradação do meio ambiente, inclui-se  aqui também  a conscientização dos funcionários, tanto no aspecto da educação como também na reciclagem. 

 

Muitas empresas, ainda não se deram conta que seus resíduos, sejam eles de metais, madeira, óleo, água, papéis, plásticos, orgânicos e inorgânicos, fumos, particulado ou outro tipo qualquer, quando tratados com a devida responsabilidade, trará relevantes dividendos, não só financeiros como também sociais.  Aqui cabe uma ressalva de grande relevância em se tratando de responsabilidade social, que é a utilização dos recursos hídricos, neste caso da água utilizada nos processos de industrialização e de apoio interno. Empregar a água nas empresas de modo responsável é também contribuir para  a aplicação da responsabilidade social empresarial.  Quanto ao lixo particulado, como fumos e poeira, além dos gases químicos, nossas empresas devem utilizar sua “responsabilidade social”, reduzindo ao máximo essas emissões, com equipamentos de coleta e tratamento eficientes, além é claro de proteger o trabalhador contra esses agentes agressivos à saúde.  Todos nós sabemos da importância da proteção e preservação do meio ambiente quando o assunto é  poluição do ar e o primeiro passo está na eliminação das fontes geradoras desses agentes poluidores, situados em sua maioria nos processos produtivos  de nossas empresas.

 

Outro assunto que não pode ficar ausente da “responsabilidade social interna”, de nossos empresários é quanto ao assunto da poluição sonora do ambiente de trabalho, que vem contribuindo em larga escala para a deteriorização da saúde física e mental de nossos operários, provocando tanto “fadiga” e “stress”, como problemas físicos incapacitantes.  Nossos empresários precisam se conscientizarem do valor de suas ações no tocante à “responsabilidade social interna”, principalmente na área do meio ambiente, pois assim o fazendo, estarão contribuindo tanto para o aumento da produtividade e qualidade de seus produtos e serviços, como para um mundo melhor e de maior qualidade de vida para todos.

 

Para finalizar este artigo, vamos falar da “responsabilidade social” referente  ao atendimento do aspecto legal ambiental de atuação da empresa, ou seja aquele que trata das questões específicas de operação e seus impactos ambientais, seja ela uma empresa; prestadora de serviços automotivos, fabricante de estrutura metálica, produtos químicos, manutenção geral, transformação, usinagem e calderaria, loja de peças e ferramentas, locação de equipamentos, oficina mecânica, produtos e serviços elétricos, etc.

 

Todas sem distinção tem sua “responsabilidade social” embutidas em suas atuações, quer no processo produtivo, quer no relacionamento com o meio ambiente e a comunidade, com o atendimento à legislação específica, ou outra de amplitude humana, como por  exemplo a valorização de seus colaboradores.

 

Assim, ao finalizar esse artigo, queremos mais uma vez deixar claro que a prática da “responsabilidade social” pelos nossos empresários, está muito mais fácil do que se imaginava há tempos atrás, é só olhar para dentro de suas empresas.
Boa sorte a todos.

 

 (*) Prof. Samuel Paz, CMC
Certified Management Consultant
Consultor IBCO/ICMCI/USA - International Council Management Consulting Institutes
Auditor da ISO 9000 – HGB-SAM/USA
MBA pela FGV em Gestão da Qualidade Total
Consultor Autônomo de Gestão da Qualidade em empresas de Serviços Automotivos há mais de 10 anos
e-mail svpaz@uol.com.br   -  Fone: 31 3823 5376  Cel.  9988 1809

 


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